Filhas doam acervo pessoal do pai ao MIS RJ para criação da Coleção 'Na Cabeça do Zé - Acervo José Wilker'

  • 01/02/2024

Filhas doam acervo pessoal do pai ao MIS RJ para criação da Coleção 'Na Cabeça do Zé - Acervo José Wilker'

A vida e obra do ator, diretor e crítico de cinema José Wilker estão, a partir de agora, preservadas pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, que integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado. O presidente do MIS, Cesar Miranda Ribeiro, recebeu nesta quinta-feira (01/02), acompanhado da secretária de Cultura, Danielle Barros, a roteirista e filha do ator Mariana Vielmond para a assinatura do Termo de Doação de Bens Patrimoniais, que permite a criação da Coleção "Na Cabeça do Zé - Acervo José Wilker".

Mariana e a irmã Isabel Wilker doaram ao MIS RJ livros, DVDs e CDs que pertenceram ao ator. Parte dos itens já foi organizada e catalogada. Acompanhada do companheiro, o estilista Laurêncio Amor, a roteirista revisitou o acervo disponibilizado nas salas da sede do museu, na Lapa. Um momento de grande emoção, que trouxe à tona recordações de um dos artistas mais conceituados da dramaturgia nacional. José Wilker morreu em 2014, aos 67 anos. Com a doação, o acervo pessoal dele passará a integrar o patrimônio da sociedade Fluminense, tornando-se, segundo o presidente do MIS, herança para a cultura nacional.

“Nossa meta é que o acervo inteiro esteja catalogado e disponível para consultas e pesquisas até o final de 2024. São mais de dezoito mil itens. Certamente, é um tema que vai gerar uma enorme procura, pela importância de José Wilker para a arte nacional e mundial, e também pelo conteúdo em si, que é extremamente rico. A conclusão do processo de doação nos deixa honrados e representa uma enorme vitória para a sociedade”, afirmou Cesar Miranda.

A secretária de Cultura destacou a capacidade do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro de absorver e tratar um material tão importante. Segundo Danielle Barros, a parte do processo de catalogação apresentada até o momento demonstra que a fidelidade à vocação da instituição e o cuidado com um bem valioso para a família de José Wilker e para a dramaturgia brasileira.

"O MIS é um grande centro de pesquisas, um local onde a memória é mantida viva. É muito bom saber que todo esse acervo vai estar disponível. A partir dele, muitos outros projetos, como exposições, podem surgir. Queremos pensar numa ampla divulgação e são muitas possibilidades de fazer isso. O museu tem um grande potencial", pontuou a secretária de Cultura.

A garantia de salvaguarda e preservação adequada do material foi o que levou as filhas de José Wilker a confiar aproximadamente oito mil e quinhentos livros, quatro mil e quinhentos DVDs e cerca de cinco mil CDs ao Museu da Imagem e do Som.

"Foi muita emoção chegar aqui e ver que uma parte já está catalogada e organizada. É muito emocionante mesmo. Minha luta é pela preservação da memória do meu pai e uma das coisas mais importantes que ele deixou foi o acervo. Acabei entendendo que, materialmente, música, cinema e literatura são as coisas que melhor representam meu pai. Se ele escolheu colecionar estes itens, é porque eles representam a forma como ele pensava. É como entrar na cabeça dele, no universo dele. Não há instituição melhor para essa missão do que o MIS", declarou Mariana Vielmond.

Sobre José Wilker

O ator nasceu no dia 20 de agosto de 1946, em Juazeiro do Norte, no Ceará. A carreira começou ainda na adolescência, como figurante no teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife, quando tinha por volta de 13 anos. Logo conseguiu seu primeiro papel numa peça e nunca mais parou de atuar.

José Wilker sempre esteve entre os atores mais conceituados da TV Globo, tendo protagonizado papéis em novelas, minisséries e filmes, sem falar nas participações como comentarista durante a transmissão de entrega do Oscar (mais famosa premiação de cinema do mundo). Dentre os personagens marcantes que interpretou na TV, Roque Santeiro, na novela global com mesmo nome, e Giovanni Improtta, em "Senhora do Destino", estão entre os mais lembrados.

O ator, que se mudou para o Rio de Janeiro em 1967, também atou como diretor de programas de TV, fez documentários, escreveu para revistas e jornais, estudou teatro e ganhou diversos prêmios. Agora, parte do material usado por ele para entretenimento e consulta em suas produções, e também o acervo pessoal acumulado ao longo da carreira, estará preservado pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro.

A filha de Wilker disse que a relevância dos bens, vinculados a fatos memoráveis da história cultural do Rio de Janeiro e da identidade nacional, se sobrepõem ao apego emocional. O encontro foi encerrado com a gravação de um podcast, que teve a participação de Mariana, do presidente do museu, Cesar Miranda Ribeiro, do estilista Laurêncio Amor e da jornalista do MIS RJ Fernanda Soares. Hoje (2/2), às 21h, o conteúdo do bate papo estará disponível na Web Rádio MIS RJ, pelo link https://www.webradio.mis.rj.gov.br/.

https://open.spotify.com/episode/3eI8h6STwSZ8IPC9vV0pN2?si=esGIMnXpQ9SsZ6g1hffDyQ&nd=1&dlsi=b8b8d6bbba034b42

Publicado em 1/2/2024 por Fernanda Soares


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