Conquista do título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro do choro teve apoio institucional do MIS RJ

  • 12/03/2024

Conquista do título de Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro do choro teve apoio institucional do MIS RJ

Foi preciso esperar dois séculos para que a mágica saída dos dedos de personagens como Joaquim Callado, Pixinguinha e Chiquinha Gonzaga fosse reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. Para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o Iphan, reconhecesse oficialmente o choro como parte da cultura e da história do país foi preciso apresentar "provas". Parte delas, entre documentos, registros fotográficos e audiovisuais, partituras e depoimentos orais, foram cedidas pelo Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, que participou diretamente, com o apoio institucional, do longo processo concluído no último dia 29 de fevereiro.

Após ter o privilégio de ser requisitado pela Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec), o MIS RJ, que integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado, contribuiu com a cessão de imagens utilizadas gratuitamente no dossiê e no videodocumentário apreciados pelo Iphan. O documento e a produção audiovisual deram embasamento para o processo de reconhecimento do chorinho como expressão cultural nacional.

O Museu da Imagem e do Som atuou ainda no mapeamento e para a criação do “Banco de Dados Choro Patrimônio”, instalado na Universidade Federal de Pelotas e elaborado especificamente para reunir o material sobre o gênero musical originalmente brasileiro. A iniciativa faz parte do Programa de Fomento ao Choro, que consta no dossiê como uma das propostas de políticas públicas a serem adotadas a partir de agora. Segundo o presidente do MIS RJ, Cesar Miranda Ribeiro, o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil vai refletir em mais incentivos para a difusão do gênero musical.

“Como instituição que preserva a memória da cultura fluminense e nacional há 58 anos, sabemos do potencial e da riqueza que temos sob nossa tutela, e torcemos para que toda a sociedade tenha esse conhecimento também. É o que a declaração do choro como patrimônio imaterial pelo Iphan deverá trazer: mais atividades culturais e educacionais ligadas ao gênero, mais eventos e um reconhecimento maior do valor de salvaguardar e difundir essas preciosidades”, destacou Cesar Miranda.

A elevação do estilo choroso de fazer música ou da "música de fazer chorar" a patrimônio cultural será registrada no Livro das Formas de Expressão do Iphan, que reúne outras manifestações artísticas, entre elas o samba, o frevo, o forró e a roda de capoeira. As entidades conseguiram mostrar que choro e chorões são referência cultural em todo o Brasil, e conquistaram o aguardado reconhecimento da música que nasce de flauta, violão e cavaquinho, que pode agregar bandolim, pandeiro e clarinete, que encanta e emociona, faz chorar e sorrir.

O choro e os 'chorões' do MIS RJ

No dossiê e no videodocumentário apresentados ao Iphan, estão conteúdos extraídos de gravações de programas e apresentações, discos, partituras, fotografias e documentos textuais que fazem parte, por exemplo, das coleções Almirante, Jacob do Bandolim, Hermínio Belo de Carvalho, Lucio Rangel e Waldir Azevedo, todas salvaguardadas pelo Museu da Imagem e do Som do Rio.

Os testemunhos orais registrados na série "Depoimentos para a Posteridade" (onde personalidades da música e de outras áreas falam sobre a própria vida e obra), enriqueceram as pesquisas ligadas ao choro com os relatos em primeira pessoa de Pixinguinha, Donga, João da Bahiana e Jacob do Bandolim, entre tantos outros. O acesso a todo o material do MIS RJ consultado ao longo do processo e utilizado nos produtos finais elaborados para justificar a importância do chorinho foram pesquisados pela historiadora e coordenadora do Centro de Pesquisas do museu, Mariana Pontim. O museu reconhece e parabeniza também o trabalho desenvolvido pelo Clube do Choro de Brasília, Instituto Casa do Choro do Rio de Janeiro, Clube do Choro de Santos e Associação Cultural do Museu de Folclore Edison Carneiro (Acamufec).

Todo o acervo do MIS, equipamento vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ), está à disposição do público e dos pesquisadores. Para acessar o material basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e agendar uma visita ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin.

Publicado em 12/3/2024 por Fernanda Soares


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