MIS RJ marca golaço ao preservar 'Depoimentos para a posteridade' dos craques botafoguenses Jairzinho e Zagallo

  • 21/04/2024

MIS RJ marca golaço ao preservar 'Depoimentos para a posteridade' dos craques botafoguenses Jairzinho e Zagallo

O Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro entrou em campo para o Campeonato Brasileiro com a disputa do Vasco da Gama, que aconteceu no domingo (14/04). Dessa vez, a bola foi tocada para o clube que é conhecido como “O Glorioso”. O Botafogo entra na série de times cariocas salvaguardados pelo MIS RJ, mostrando sua habilidade para construir a história do futebol brasileiro ao revelar nomes como Nilton Santos, Didi e o inesquecível Mané Garrincha. Dois craques que também não poderiam ser esquecidos são Jairzinho e Zagallo. Ambos estão eternizados no museu, que preserva seus testemunhos na série "Depoimentos para a posteridade".

A honra botafoguense está estampada nas arquibancadas e até mesmo na biografia do Instagram do time, que se autointitula “o clube mais tradicional”. A nomeação não é à toa, afinal, foram os jogadores alvinegros que mais fizeram parte das conquistas pela Seleção Brasileira. O clube apresentou aos estádios nomes como o de Jairzinho e consagrou carreiras como a de Zagallo, que apesar de ter passado por outros times, fez história no Botafogo.

A década de ouro do Alvinegro foi em 1960, assim que Zagallo resolveu se juntar ao elenco botafoguense com Didi, Nilton Santos e Garrincha. Em 1967, o atleta participou da série do MIS RJ “Depoimentos para a Posteridade”, que aconteceu assim que se tornou técnico do clube.

São muitos os jogadores botafoguenses que levaram glória ao time e à Seleção Brasileira, mas um nome logo vem em mente quando se fala de história do futebol: Mané Garrincha. E como toda lenda merece ser bem preservada, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro salvaguarda cerca de 68 itens relacionados diretamente ao atleta, além do Depoimento para a Posteridade de Elza Soares, com quem foi casado durante 16 anos. Já o total de itens relacionados ao Botafogo é de aproximadamente 55 dentro dos setores audiovisual, biblioteca, iconográfico, sonoro e textual, além da participação de Jairzinho na série Depoimentos para a Posteridade.

O futebol e a música são elementos essenciais da cultura brasileira que naturalmente se misturam. A relação fica evidente em histórias como a de Elza Soares e Garrincha, mas, para além disso, também é perceptível nas músicas que os artistas compõem para um clube de coração.

A madrinha do samba Beth Carvalho era uma botafoguense de berço. Fanática, tem em seu repertório a música “Esse é o Botafogo que Eu Gosto”. Antes de morrer, gravou sua versão do canto da torcida “Ninguém Cala esse Nosso Amor".

O MIS RJ preserva, na coleção Sérgio Cabral, uma reportagem do Jornal do Brasil, de 2006, onde a sambista declara seu sentimento pelo clube. Ela diz: “Sempre foi o segundo time de todo mundo. Meu não, só tenho um, que é o Botafogo”. Beth Carvalho se referia à ascensão do América Futebol Clube, na época. Mas, fez questão de ressaltar que as emoções que sentia pelo Botafogo eram muito maiores do que a onda "pró-América" e que a única camisa que continuaria vestindo era a da estrela solitária.

Todo o acervo do museu, que integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado e é vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec-RJ), está à disposição do público e dos pesquisadores. Para acessar o material basta enviar e-mail para saladepesquisa@mis.rj.gov.br e agendar uma visita ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin.

Publicado em 21/04/2024por Mariana Cigolo


#Compartilhe

Aplicativos


Programa no Ar

Pérolas do MIS

top1
1. Piove (Chove)

Marlene

top2
2. Per Amore (Por Amor)

Zizi Possi

top3
3. Poema degli occhi

Toquinho, Sergio Endrigo

top4
4. Umilmente-ti-chiedo-perdono

Jerry Adriani

top5
5. Italiana

Carlos Galhardo

Oferecimento