Obras fotográficas e MIS RJ eternizam a memória da cultura brasileira

  • 03/07/2024

Obras fotográficas e MIS RJ eternizam a memória da cultura brasileira

A fotografia se apresenta como uma ferramenta que eterniza momentos, assim como a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro (FMIS) que tem como compromisso eternizar a memória cultural. Diante dessa similaridade, as ações recentes do museu têm se voltado para a ampliação do setor iconográfico, com doações de fotógrafos como Ronaldo Câmara e Paulo Scheuenstuhl, e o projeto que integrará a futura primeira Fototeca do Estado do Rio à instituição.

Hoje, o olhar abstrato de Ronaldo Câmara, da lua, faz parte do gabinete da presidência do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. O quadro fotográfico foi doado no final de junho pelo fotógrafo, porém sua contribuição com o MIS perdura desde 2022, onde o fotógrafo confiou à instituição a função de salvaguardar seu vasto acervo de cerca de 70 mil itens analógicos.

Essas obras preservadas pelo MIS, marcam uma carreira de prestígio, com imagens que já estamparam alguns dos maiores veículos internacionais, como Washington Post e New York Times. Ronaldo Câmara também demonstrou o talento de saber capturar o momento certo ao registrar Pelé, Ziraldo, Chico Anysio e outras grandes personalidades da cultura brasileira.

Nesse entrelaço da fotografia e da Música Popular Brasileira, uma imagem se tornou simbólica: um registro de uma reunião na casa de Vinicius de Moraes em 1967. Recentemente doada ao MIS RJ, a foto feita por Paulo Scheuenstuhl, carrega nomes de peso, como de Tom Jobim, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Dorival Caymmi e Chico Buarque.

No Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, a valorização de obras fotográficas vem desde a origem da instituição, quando ainda na inauguração em 1965, imagens feitas por Augusto Malta e Guilherme Santos compunham o que seriam as primeiras coleções do acervo. Atualmente o setor iconográfico do museu conta com 170 mil itens. A importância desses registros é clara: eles contam a história carioca sem sequer usar palavras.

A instituição ainda se mostra na busca constante de ampliar esse setor tão rico. Além das fotografias recém doadas, o MIS RJ expande seu acervo com o projeto da primeira Fototeca do Estado do Rio que será integrada ao museu. A Sra. Rafaela Albergaria e os fotógrafos Vitor Vogel e Bruno Bou Haya estiveram presentes no Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (03/07), para uma reunião com o presidente da instituição, Cesar Miranda Ribeiro, onde foi tratado as possibilidades de execução do plano.

O projeto é fruto da Lei 10.063/2023 da deputada Dani Balbi (PCdoB), que tem como objetivo preservar as obras de fotógrafos, assim como organizar e distribuir esses materiais para consulta pública. Nesta ação, além de se tornar uma instituição com um projeto pioneiro, o museu expande o setor iconográfico com um acervo nato digital.

Todo o acervo do MIS, que integra a rede de equipamentos culturais do Governo do Estado e está vinculado à Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro(Secec-RJ), está à disposição do público e dos pesquisadores. Para acessar o material basta enviar e-mail parasaladepesquisa@mis.rj.gov.bre agendar uma visita ao Centro de Pesquisa e Documentação Ricardo Cravo Albin.

Publicado em 03/07/2024 por Mariana Cigolo


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